A gordura hepática, também chamada de esteatose hepática, ocorre quando há acúmulo de gordura nas células do fígado.
Muitas pessoas não apresentam sintomas. Por isso, a alteração pode ser descoberta em exames de rotina.
Na maioria dos casos, a gordura no fígado precisa ser avaliada de acordo com os fatores de risco e o histórico de cada pessoa.
Quando é necessário acompanhar?
Nem toda pessoa com gordura hepática precisa dos mesmos exames ou da mesma frequência de acompanhamento.
A avaliação médica pode ser especialmente importante quando existem:
- diabetes;
- sobrepeso ou obesidade;
- colesterol ou triglicerídeos elevados;
- pressão alta;
- alterações persistentes nas enzimas do fígado;
- gordura abdominal;
- suspeita de fibrose hepática.
O objetivo é entender se existe apenas acúmulo de gordura ou se há outros sinais que merecem investigação.
Por que acompanhar a gordura hepática?
A gordura hepática pode permanecer estável durante anos. Em algumas pessoas, porém, pode estar associada à inflamação e à fibrose.
A fibrose é caracterizada pela formação de tecido cicatricial no fígado.
Por isso, o acompanhamento não serve apenas para verificar a quantidade de gordura. Também pode ajudar a avaliar o risco de alterações mais importantes.
Quais exames podem ser utilizados?
O acompanhamento pode incluir exames de sangue e exames de imagem.
Entre os principais estão:
- exames laboratoriais;
- ultrassonografia abdominal;
- avaliação da gordura hepática;
- elastografia hepática.
Cada exame fornece informações diferentes.
A escolha depende da avaliação médica e das características de cada paciente.
Ultrassonografia e gordura no fígado
A ultrassonografia é um dos exames utilizados para investigar a gordura hepática.
O exame permite observar o fígado e identificar alterações compatíveis com esteatose.
Em determinadas situações, também podem ser utilizados métodos específicos para avaliar ou quantificar a gordura presente no fígado.
A ultrassonografia é um exame não invasivo e não utiliza radiação.
Elastografia hepática
A elastografia tem uma função diferente da ultrassonografia convencional.
O exame avalia a rigidez do tecido hepático e pode contribuir para a investigação de fibrose.
Isso é importante porque duas pessoas com gordura hepática podem apresentar riscos diferentes de evolução da doença.
Quando indicada, a elastografia pode complementar a avaliação do fígado de forma não invasiva.
A elastografia substitui o ultrassom?
Não necessariamente.
Os exames fornecem informações diferentes e podem ser complementares.
A ultrassonografia avalia a estrutura do fígado e pode identificar sinais de esteatose.
A elastografia avalia a rigidez do tecido e pode ajudar na investigação de fibrose.
A indicação depende do quadro clínico.
Quando repetir os exames?
Não existe um intervalo único para todas as pessoas com gordura hepática.
A frequência depende dos resultados anteriores, dos fatores de risco e da avaliação médica.
Pessoas com maior risco podem precisar de um acompanhamento mais próximo.
Por isso, os exames não devem ser repetidos por conta própria.
É possível melhorar a gordura hepática?
Em muitos casos, mudanças no estilo de vida fazem parte do cuidado.
Alimentação equilibrada, atividade física e controle do peso podem contribuir para a saúde do fígado.
Também é importante controlar condições associadas, como diabetes, pressão alta e alterações do colesterol.
O acompanhamento médico ajuda a avaliar a evolução.
Gordura hepática causa sintomas?
Muitas pessoas não apresentam sintomas.
Essa característica faz com que a gordura hepática possa ser descoberta durante exames realizados por outros motivos.
Por isso, a ausência de sintomas não significa que o acompanhamento seja desnecessário.
Perguntas frequentes
Gordura hepática sempre precisa de elastografia?
Não. A indicação depende do risco individual e da avaliação médica.
O ultrassom identifica gordura no fígado?
Sim. A ultrassonografia pode identificar sinais compatíveis com esteatose.
Gordura hepática pode desaparecer?
Em muitos casos, a quantidade de gordura pode diminuir com mudanças no estilo de vida e controle dos fatores associados.
Qual exame avalia a fibrose?
A fibrose pode ser investigada por exames laboratoriais e métodos de elastografia, conforme a indicação médica.
Conclusão
A gordura hepática é uma alteração comum e nem sempre significa uma doença grave.
Mesmo assim, o acompanhamento é importante para avaliar a saúde do fígado e identificar possíveis fatores de risco.
Ultrassonografia e elastografia podem fornecer informações diferentes e complementares.
Se você recebeu um diagnóstico de esteatose ou precisa investigar a saúde do fígado, converse com um especialista.
O Dr. Roberto Perrotta realiza exames de imagem para avaliação do fígado.
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